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OraÇÃo E AtenÇÃo

ORAÇÃO E ATENÇÃO
Oraste, pediste. Desfaze-te, porém, de quaisquer inquietações e asserena-te para
recolher as respostas da Divina Providência.
Desnecessário aguardar demonstrações espetaculosas para que te certifiques quanto
às indicações do Alto.
*
Qual ocorre ao Sol que não precisa descer ao campo para atender ao talo de erva
que lhe roga calor, de vez que lhe basta, para isso, a mobilização dos próprios raios,
Deus conta com milhões de mensageiros que lhe executam os Excelsos Desígnios.
Ora e pede. Em seguida, presta atenção. Algo virá por alguém ou por intermédio de
alguma cousa doando-te, na essência, as informações ou os avisos que solicites.
*
Em muitas circunstâncias, a advertência ou o conselho, a frase orientadora ou a
palavra de bênção te alcançarão a alma, no verbo de um amigo, na página de um
livro, numa nota singela de imprensa e até mesmo num simples cartaz que te cruze o
caminho. Mais que isso. As respostas do Senhor às tuas necessidades e petições,
muitas vezes, te buscam, através dos próprios sentimentos a te subirem do coração
ao cérebro ou dos próprios raciocínios a te descerem do cérebro ao coração.
*
Deus responde sempre, seja pelas vozes da estrada, pela pregação ou pelo
esclarecimento da tua casa de fé, no diálogo com pessoa que se te afigura
providencial para a troca de confidências, nas palavras escritas, nas mensagens
inarticuladas na Natureza, nas emoções que te desabrocham da alma ou nas idéias
imprevistas que te fulgem no pensamento, a te convidarem o espírito para a
observância do Bem Eterno.
*
O próprio Jesus, o Mensageiro Divino por excelência, guiou-nos a procura do Amor
Supremo, quando nos ensinou a suplicar: “Pai Nosso, que estás no Céu, santificado
seja o teu nome, venha a nós o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na Terra,
como no Céus...”. E, dando ênfase ao problema da atenção, recomendou-nos
escolher um lugar íntimo para o serviço da prece, enquanto ele mesmo demandava a
solidão para comungar com a Infinita Sabedoria.
*
Recordemos o Divino Mestre e estejamos convencidos de que Deus nos atende
constantemente; imprescindível, entretanto, fazer silêncio no mundo de nós mesmos,
esquecendo exigências e desejos, não só para ouvirmos as respostas de Deus, mas
também a fim de aceitá-las, reconhecendo que as respostas do Alto são sempre em
nosso favor, conquanto, às vezes, de momento, pareçam contra nós.
Emmanuel
Livro - 112 / Ano - 1971 / Editora - CEC
Chico Xavier