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Mariano Da Cunha Júnior ( Sinhô Mariano)

O Consolador em Santa Maria
O cônego Hermógenes Cassimiro de Araújo Brunsowik foi encarregado por D João VI, de quem era confessor e amigo, de demarcar na época própria as sesmarias da região, entre elas a de Santa Maria, com início entre as serras de Ibituruna e Santa Maria até Uberaba. Este trabalho foi concluído de 1816 a 1817.
Toda a comunidade na época era católica(muitos moradores na zona rural).
Mariano Ferreira da Cunha Júnior nasceu em Sacramento, Minas Gerais, em 19-11-1875 e desencarnou na Fazenda Santa Maria, no mesmo Município, em 27-4-1949.No final do século XIX em Santa Maria, Mariano da Cunha Júnior, tio Sinhô Mariano casado com Herondina Djanira da Cunha, neta do capitão São Roque e vó Aninha moravam em Santa Maria. Sinhô Mariano era materialista (termo muito usado na época para definir pessoas que não acreditavam em religião), ambicioso, temperamental e “não levava desaforo para casa”.
Trabalhou como contador prático nas caieiras de Paineiras, comerciante, além de outras atividades. Todas sem grande êxito. Perdera tudo. A única esperança era reiniciar a vida na fazenda dos avós de sua esposa. Foram recebidos em festa e construiu nos fundos do casarão uma casa semelhante a dos demais moradores.
Ao se instalar em Santa Maria fenômenos inusitados e incompreendidos na época passaram a surgir em todos os casebres da comunidade rural. Portas e janelas embora trancadas abriam-se e fechavam-se sozinhas à noite. Ouviam-se pedradas nos telhados e utensílios domésticos flutuavam pela casa. Pessoas ouviam vozes e outras tinham a impressão de ter a casa mal-assombrada, aparecendo-lhes fantasmas. Em uma das casas as roupas limpas das pessoas que lá visitavam ficavam marcadas com mãos sujas como se tivessem recebido batidas com mãos sujas. Aquele povo humilde num primeiro momento acreditava que o diabo e seus assessores tinham tomado conta de Santa Maria por algum castigo que não identificavam. Os fatos aconteciam em todas as casas.
Tio Sinhô Mariano tinha trabalhado como contador prático com Frederico Peiró em Paineiras, hoje Peirópolis, em homenagem a ele. Na ocasião viu seu entusiasmo pela nova doutrina. Diante dos fenômenos mediúnicos que surgiam em Santa Maria, procurou imediatamente por Peiró que o acompanhou de volta e ouviram juntos todos os relatos da população local presenciando vários fenômenos de efeitos físicos.
O próprio Peiró não soube explicar a razão da ocorrência de fenômenos em todas as casas e sugeriu que se fizessem reuniões entre os moradores para que as entidades espirituais pudessem explicar quais seriam as atribuições a serem desenvolvidas nesta comunidade, pois em vez de ser coisa do diabo, poderia ser coisa de Deus, já que é raro ocorrer o afloramento espontâneo e em massa como ocorrido. Em reunião realizada na casa de tio Sinhô por Frederico Peiró, amigos da região e o próprio Sinhô Mariano, vários espíritos se comunicaram na data de
28/08/1900 e fundou-se oficialmente o Centro Espírita Fé e Amor, através da Mediunidade
de Tio Sinhô.
Dr. Adolpho Bezerra de Menezes escreve através das mãos do médium designando todos membros da diretoria e no final escreveu: “está fundado o Centro espírita Fé e Amor”. Sinhô Mariano escreve a ata e todos assinam.
De aí em diante se começou um trabalho de Amor incansável ao próximo. Onde eram feitos partos, distribuídos remédios, sejam de plantas ou manipulados, cujo tio Sinhô buscava a matéria prima nas capitais. Começou um trabalho onde ele ficou muito conhecido, por ajudar aos obsedados(considerados loucos pelo povo da época). Com seu cavalo não tinha distância para ajudar. Horário para atender? Sempre estava à disposição das pessoas para ajudar.
As pessoas que chegavam em Santa Maria procurando ajuda eram acolhidas nas casas do povo, Tio Sinhô mesmo vivia com a casa cheia. Os que ali chegavam poderiam sempre ser acolhidos para depois terem um regresso tranquilo, pois muitas vezes a distância era grande e as pessoas vinham à pé ou a cavalo, sendo assim precisavam de refeição e até de pouso. A sede do Centro funcionava na casa do Sinhô Mariano, no entanto reuniões foram realizadas em vários locais.
O fato começou a provocar escândalos nas regiões circunvizinhas a Santa Maria, a comunidade passou a ser considerada como dominada pelo diabo. Por outro lado, capitão São Roque inconformado, chamou Sinhô Mariano lhe determinando interrupção das atividades ou seria expulso do local. Vovó Aninha comunicara a seu marido que se Herondina fosse embora por motivos religiosos, ela iria também. Neste clima tenso, Sinhô Mariano deixou sua casinha no fundo do casarão e rapidamente construiu outro casebre próximo ao córrego Ibituruna do lado esquerdo da estrada de Sacramento, o Centro funcionou durante muitos anos na casa de tio Sinhô, nas casas dos camponeses e na casa de Honorato Ferreira da Cunha e sua esposa Maria Rosa de São Roque (vó Micota).
Nesta ocasião, São Roque adoece com uma “ferida brava” na perna, não conseguindo recursos terapêuticos na região. Opta por procurar Sinhô Mariano, através de quem obtém a cura. Diante disto, doa terras para que sua neta Herondina e seu marido Sinhô Mariano construam a casa onde viveram próximo ao atual construção do Centro Espírita.
A construção material como está hoje do Centro Espírita Fé e Amor levou um bom tempo.Por volta de 1930 tomou as formas como está hoje. Lembrando que até sua construção a sede funcionava na casa do Sinhô Mariano. As atividades espíritas de Santa Maria, nos anos seguintes,provocaram espanto, críticas e veementes protestos dos habitantes de Sacramento,Conquista e demais regiões circunvizinhas.
Uma grande concentração mediúnica no Brasil central. Os fatos inusitados que ocorriam ao lado da cura das doenças na época incuráveis, provocaram polêmicas e críticas cada vez mais acentuadas por parte de uns, mas também Amor, compaixão e muita alegria justamente dos aflitos que tinham em Santa Maria uma esperança. Muitas pessoas, não só grandes médiuns, mas pessoas de bom coração enfrentaram perseguições terríveis neste começo de espiritismo aqui em Santa Maria, no entanto a fé e Amor deste povo, lutava para vencer as dificuldades tanto externas, quanto internas de cada um, em prol do semelhante.
Espíritos se comunicavam sempre indicando o caminho da moralização individual dos integrantes do grupo espírita. É de conhecimento de todos que o próprio Sinhô Mariano mudou ao longo do tempo para se tornar um homem de paciência e bondade. Amigos espirituais sempre ajudavam no auxílio ao próximo, mas uma coisa que podemos observar era a vontade de se aprimorar de Mariano da Cunha (Tio Sinhô). Ele foi um grande estudioso, pois estudou livros de medicina, de farmácia e espírita. Nos livros que estão no Centro podemos observar vários autores como Ernesto Bozano, CaibarSchutel, Pietro Ubaldi, Leopoldo Machado, Chico Xavier entre vários outros.
Detalhes
Prestando atenção em alguns detalhes
Bezerra nasceu em Riacho do Sangue, CE (atual Jaguaretama) , em 29 de agosto de 1831 — Rio de Janeiro, RJ, e desencarnou em 11 de abril de 1900)
E começou a trabalhar em espírito no Centro espírita Fé e Amor em
28 de Agosto de 1900.
Kardec inicia a publicação das obras de Codificação em 18 de abril de 1857, quando veio à luz
O Livro dos Espíritos.
Faleceu em Paris, a 31 de março de 1869.
Foi muito rápida a vinda do Espiritismo para o Brasil. E devido a localidade e a dificuldade natural da época, podemos considerar ainda mais belo a vinda para a Zona Rural do interior...
Só poderia ser a manipulação do mais alto e da vontade do Amor Maior por todos nós!
Presidentes
O primeiro presidente estipulado pela
mensagem de Bezerra foi Mariano Ferreira da cunha.
O segundo presidente foi Delfino Pereira da Silva. Um homem progressista abriu uma farmácia, tinha telefone e criou o jornal Alavanca. Neste período Tio Sinhô desenvolvia suas faculdades mediúnicas.
Após o falecimento de Delfino, tio Sinhô voltou a presidência.
José Sábio Garcia foi a terceira pessoa presidente.
Um Espanhol que veio para Santa Maria buscando tratamento para sua esposa doente, que ficou bem, depois de se tratar com Tio Sinhô. Fazendo com isto que ele criasse grande sentimento pela Doutrina Espírita e Santa Maria, passando a se residir primeiramente perto da cachoeira e depois se mudou para perto do Albergue Sinhô Mariano fundado em 1954 e inaugurado em 57, cujo foi este homem com a ajuda dos amigos da região que construiu esta casa de ajuda fraterna a todos que dela necessitavam, onde foi criada as reuniões de estudos e passes que funcionam até hoje às 18 horas de Segunda a Quinta onde todos podem trocar ideias nos estudos realizados.
Depois de José Sábio Antônio Florêncio foi presidente até
Ranulfo Gonsalves da Cunha ocupar o cargo de presidente.
Filho mais velho de Mariano da Cunha. Grande contador de histórias da época de seu pai Mariano, cujo Adolpho Ramos de Almeida e muitos outros nos falaram os casos que ele sempre contava...
Abelardo da Cunha depois do falecimento de Ranulfo foi indicado a presidência por Bezerra de Menezes já pela mediunidade de Chico Xavier. Abelardo era filho de Luiz Ferreira da Cunha, irmão de Mariano da Cunha( Tio Sinhô)
Ióla Ramos da Cunha esposa de Abelardo foi a seguinte presidente, era responsável pelas partes artísticas do Centro, cargo que tinha recebido de Maria Cantora quando esta foi para Conquista.Montou trabalhos principalmente com música e teatro desde sua fundação.
Escreveu um livro com o título "Fé e Amor".
Na sequência a presidência foi para Adolpho Ramos de Almeida filho de Alta Ramos de Almeida, neto de Maria de Almeida, Bisneto de Cândida de Almeida. Cândida era irmã de Jerônyma Pereira de Almeida(Meca), Mariano da Cunha Júnior, Luiz Ferreira da Cunha entre outros.
A Jerônyma (Meca) era mãe de Eurípedes. Sendo Eurípede sobrinho de Cândida, Luizinho e Tio Sinhô...
Na sequência a presidência foi para Leuza Rosa Ramos filha de Abelardo e Ióla, esposa de Adolpho.
Voltando no tempo (...) Quando o Fé e Amor começou os trabalhos, Eurípedes Barsanulfo era o maior intelectual da região e um exemplo de cidadão digno, honrado e religioso. "Tio Sinhô", é com quem Eurípedes frequentemente discutia os diferentes pontos de vista religiosos. Até então, Eurípedes era católico e "Tio Sinhô", espírita. Os diálogos dos dois sobre religião duraram quatro anos. Tio Sinhô lhe apresenta um livro que poderia explicar a Eurípedes detalhes da doutrina. Era um exemplar do Livro "Depois da Morte", que Eurípedes devora a leitura em uma noite e confessava-se empolgado com a lógica convincente do autor que é Léon Denis.
Segundo Ranulfo (o filho de Tio Sinhô) contava,
“Eurípedes ficou com a pulga atrás da orelha”.
Um dia Eurípedes com José Martins vem para participar da sessão mediúnica da sexta feira da paixão na Fazenda Santa Maria, quando chegou havia dois lugares reservados para eles. Eurípedes roga mentalmente o esclarecimento para suas dúvidas acerca das bem aventuranças, e que estas pudessem ser esclarecidas pelo Apóstolo João, o Evangelista. Assim, então, esta resposta acontece através de um médium analfabeto o Aristides, numa linguagem sublime, onde finalmente Eurípedes compreendia, o mais perfeito código de consolações.
A partir deste momento se torna espírita.
O tio de Eurípedes, Sinhô Mariano, não só foi o grande líder a alavancar o despertar do sobrinho querido, mas durante todo o trabalho fecundo de Eurípedes forneceu a amizade e o amparo necessário à realização da amorosa obra intelectual, moral, religiosa, social e política liderada pelo professor. (...) Eurípedes Barsanulfo até quando se sentiu abandonado pelos alunos, professores, pais, amigos e familiares, ao se tornar espírita teve no tio Sinhô Mariano e demais amigos de Santa Maria o conforto, o apoio e Amor para prosseguir em sua brilhante caminhada.
Vemos assim que foi tudo planejado por Jesus e seus discípulos, não só pelas mensagens que foram dadas neste grupo de tarefeiros, com nomes de pessoas conhecidas pelo seu trabalho no Cristianismo e além...
Mas também como trabalhavam enviando pessoas para lugares muito distantes para fundar novas casas de Amor ao próximo.
O relato a seguir refere-se a uma senhora residente em Araxá,tendo um filho, José, portador de difícil problema de comportamento. Era uma completa subjugação.

Vomitava pregos! Comia no chão, não queria andar e tinha que ser carregado às costas da pobre mãe ou de outra pessoa e gritava, dia e noite, sem parar.Tio Sinhô ajudado pela esposa Herondina Djanira da Cunha passou a cuidar do pobre enfermo, aplicando-lhe passes diários, cedo e à tarde, e falando ao espírito perseguidor vingativo, assim como trasendo-o à incorporação esclarecedora. Não demorou que o jovem se visse libertado do seu perseguidor invisível e a família voltasse à normalidade e à paz, bendizendo o espiritismo.

- Certa vez, Mariano da Cunha Foi convidado a fazer importante trabalho espírita em Tapira.Lá havia uma fazenda "assombrada`".
Tio Sinhô partiu acompanhado de alguns médiuns para lá.
Os espíritos colocavam fogo no paiol, desarreavam as montarias das pessoas, e espantavam os animais; os queijos saiam rolando da queijeira e ia para o fogo. E isso assombrava todos!
Na manhã seguinte à chegada de Mariano e os Médiuns, foi organizada uma sessão mediúnica.
Com a ajuda indispensável de benfeitores espirituais, foi atraído à incorporação o espírito que comandava os desordeiros. Este espírito acabou declarando ser o dono de tudo aquilo e que era quem mandava ali, ninguém mais.Ele supunha estar vivo, assim como seus ajudantes. Então, devidamente esclarecido e aconselhado, esse irmão, apegado às coisas materiais, desistiu formalmente dos seus propósitos, devolvendo assim a paz e a normalidade à vida daquela boa gente...

- Luiz Ferreira da Cunha, Irmão de Tio SinhôHavia um casal que não combinava.
Brigavam constantemente. Um dia o homem falou assim: Hoje eu a mato! E foi com o revólver para o lado dela, a fim de atirar.
O Tio Luizinho concentrou-se e do revolver não saiu uma bala! Esse homem chamava-se Tulipa.
Tio Luizinho lhe disse: Leve o revólver para cima e aperte o gatilho. Ele apertou e saiu o tiro. Trabalho e Renovação

É preciso servir sempre. É necessário perdoar a todo instante. É preciso caminhar, mas é necessário sorrir. É preciso orar, mas é necessário meditação. É preciso ler, mas é necessário estudar.

Em qualquer templo, em qualquer lugar, Jesus espera de nós o melhor que possa fazer através de nossa boa vontade.

Doar o mais que pudermos, sem exigir nada, e corrigirmo-nos imediatamente, para que possamos ser o espelho fiel do bom cristão.

Mariano da Cunha Junior

(mensagem recebida pelo médium Celso Almeida Afonso)
Gratidão a todos estes seres de Amor profundo, cujo muito poucos foram mencionados aqui e somos devedores de maiores informações e detalhes. Obrigado amigos da humanidade,
Obrigado Jesus
As reuniões públicas de estudo no Fé e Amor são realizadas sextas e sábados às 18 horas onde todos somos alunos do mestre Jesus. E também reuniões públicas nos dias 28.
Tecle aqui para mais detalhes e também como Chegar em
Santa Maria.
http://www.recantosinhomariano.org.br/